O que tem haver uma coisa com a outra? Ela perguntou. Talvez dali viesse resposta que mais ninguém imaginava. Do porque do movimento que a Terra faz nos deixando mais velhos e burros. Sim, burros. Dela não criava-se meias palavras;
O haver era somente o detalhe que ousava incomodar seu quadro de filosofia avançada que estudou há anos e que acabara de formar-se na faculdade. Tudo ainda era muito teórico na praticidade que a vida em si exigia. E ela se exigia por extremo. Começou depois do dia que os astros lhe influenciaram positivamente a realizar uma viagem que a relaxasse e tirasse um pouco o peso da pressão de tudo que vinha até ela, em todos os sentidos e aspectos da até então “vida normal”.
Uma coisa era cabível e compatível com o que julgava conhecer de si. E nesse momento soube que tudo viria água abaixo. Que nada adiantou perder tempo decorando o que estudou pra fazer um ponto a mais no resultado final dos concursos que prestava. Decidiu que houvesse o que houvesse estaria preparada.
Outra coisa era só o que sobrava desde então. De se fazer entender pelas palavras que saiam tortas. Conseguia sonhar uma noite e esquecer de manhã com facilidade tremenda. Dormia convicta acordava contradição pura. Um ‘a’ abalava com sofreguidão seu pólo e equilíbrio distante. Seus búzios e mandingas não valiam dentro da filosofia que prendia seus atos e estaria enganando há ninguém.
Soube do alto do primeiro momento que não podia estar certa, mas insistiu devagar no andor e que até hoje recolhe os restos do que plantou tão tempestuosamente antes. Ela não sentava e esperava como sabia ser;
Era seu regente e pouco podia fazer pra lutar mais do que suas forças agüentariam. A explicação não tão obvia só piora a cicatrização da ferida. Não dá pra ser mais claro que o dia.
Que seja uma coisa boa e outra que possa melhorar