Olhando só pra frente, não vejo o que vem atrás. Presto atenção nas vitrines e pessoas, nas calçadas irregulares onde torço o pé. Pra trás passou a esquina da Brigadeiro. Os arranha-céus tapam o sol no curto espaço entre as torres e antenas. A sombra feita no chão de cera brilha sem vida. Os carros passam pelo cruzamento da Paulista desviando dos buracos. O farol nunca fica verde.