Para: Gabriela
O papel mais bonito e o envelope colorido estavam na soleira da porta quando Gabriela chegou. Entre contas, cobranças e propaganda, uma ponta de recordação havia desprendido seu peito por segundos infinitos que se transformaram em excitação. Queria abrir logo aquele envelope colorido. O cheiro perfumado do papel embriagou o ar de adolescência bem resolvida. Se ajeitou no sofá e pôs-se a ler.
“Sabe, aqui não tem aquele cachorro-quente que costumávamos comer juntas na esquina da escola. O sabor não é o mesmo. Falta mais do que molho ou mostarda…
Sabe, uns dias são tão cheios de expectativas positivas que nos dão coragem e nos dão esperança. Sabe que esperança não é uma palavra que eu gosto, sabe disso né?
Agora mesmo, quando comecei a escrever, havia em mim um torpor estranho. Algo que minhas mãos ignoravam à vontade de escrever o que fosse. Achei melhor falar de coisas bobas. Ainda assim não dá pra deixar passar o cachorro-quente.”
Junho 9, 2008 às 5:14 pm |
Cartas, bilhetes, são tão lindos… Pena que hoje o tempo seja escasso e nos obrigue a quase esquece-los…
Junho 9, 2008 às 5:51 pm |
que variação. Nostalgia enraizada até no cachorro-quente. Bela alternativa
abraços
Junho 9, 2008 às 6:29 pm |
Hoje vou de cartas também…
http://cabecasafora.blogspot.com
Junho 9, 2008 às 9:54 pm |
Vim visitar o cumpade na casa nova… tá bonita, gostei demais viu!
Por falar em casa nova, to morando perto do terminal de tróleibus de Diadema, tá fácil virem me ver!
Olivia disse que precisa conhecer a voz e as mãos dos dindos na barriga, sabe, segundo ela é um novo sistema de segurança… hahahha
Beijo pros 2…
Junho 9, 2008 às 11:22 pm |
O endereço tá anotado. Quando tiver alguma coisa bonita pra escrever, não vou esquecer de te mandar uma carta.
Beijos.
Junho 10, 2008 às 12:28 pm |
Coisa mais linda, miguxo quilido!
Adorei, simplesmente!
Bjão.